31 de jul. de 2026

dia último de julho tentando escrever todo dia

e nesses dias cinzas de final de mês tenho certeza que não conseguirei escrever porque aparentemente não consigo fazer nada. mas a mente viaja, e sempre mais rápido que os dedos. e se pegar o notebook vai sair, e de novo perdi a caneta e não consigo entender minhas própria letra, de qualquer forma.


O dia se passa com a procura de um novo apartamento e o que acho é um muquifo do tamanho de mosquito (muquifo de mosquito - isso podia ser um poema? neh). uma tentativa de golpe no meu cartão, corre para cancelar compra. sono, tenho uma ideia, tirar cochilo na hora do almoço, e na mesma hora a vizinha de cima resolve faxinar o quarto exatamente acima do meu. arrasta móveis, passa aspirador, desisto, vou ouvir podcast, quem sabe abafa o som e quem sabe eu durma com as vozes calmas dos jornalistas. ela para de limpar. agora vou dormir então, desligo o som, e ela volta a arrastar coisas. desistência real oficial agora. comer, tomar café. trocar de local de trabalho para não ceder ao sono. 


É sexta, final do mês, pia cheia de louça. não é um dia de poesia, é um dia de prosa sem pausa. prosa sem ponto e vírgula. de quem fala rápido para não dormir ou não esquecer as palavras. 


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