26 de mai. de 2026

bolha de sabão

pirulito

bala azeda


quero um pouco de cada

quero uma correnteza


quero um pouco de casa

em uma nova beleza


cheiro de mato, passarinho,

quero um pouco de doce

de natureza

20 de mai. de 2026

te amo montão

de  com força
de com gosto
de mão e contramão

de hoje, amanhã, daqui a pouco
de ontem, anteontem, caminhão

de rio, de mar, de paisagem,
de rua, de trânsito, cidade

de passagem, de sempre,
de sim e de não,
de imprevisto e de antemão

te amo portanto

cada dia mais um pouco
nunca diferente, nunca igual
sempre fiel ao tão louco
e sensato coração

13 de mai. de 2026

concurso de conto

eu não tenho um canto

pra chamar de conto


meu canto só anda 

de verso e parte

não é mais inteiro

feito antes


eu não tenho conto

que eu chame de canto

e transforme em prosa

algum desencanto


eu não tenho

300 palavras


hão de brotar por encanto

por enquanto

tobogã

Que veja a vida como um tobogã

dói a bunda e dá medo

mas você quer ir de novo

"como se não houvesse amanhã!"


em cada perigo, um brilho

em cada canto vivo

em cada gota vive

frescor da manhã


em cada trilha

em cada peça, em cada linha

escalda pés, amarelinha

em cada escada minha


que a noite descanse

e de dia caminha

de dia, corre

de noite dorme


descansa a bunda que bateu

recolhe a alma no chapéu


 derrama o verde 

                que colheu

                            solta o azul

                                         junto do céu

                                           guarda o descanso       
                                                              junto aos seus

6 de mai. de 2026

saco de balas depois do saco cheio

Sempre que a vida adulta nos faz passar por momentos graves

é preciso um momento agudo pra confundir


agudamente doce

agudamente eufórico


contra o peso de ser adulto,

um balão colorido


momentos graves e grandes

pedem pequenos bolos atos


defendi tcc e li um gibi, 

constestei uma dívida e cantei debaixo da árvore


saco de balas

depois do saco cheio