Fevereiro, Brasil. Você sai e tropeça em um carnaval. Opa, nem te vi aí.
São tantos micro carnavais. Em cada bar uma pessoa fantasiada, em cada esquina um vendedor ambulante com funk na caixinha de som e uma pessoa que não precisa muito mais para dançar como se não houvesse amanhã.
E não há. Há uma liberdade em saber que não há.
Carnaval não é uma festa para amanhã. É para o hoje, agora. É de ontem, para quem planeja desde o ano passado e para quem comprou ontem o glitter. Mas nunca de amanhã.
Há uma alegria presente em quem sabe que o amanhã vai ser igual semana passada. Mesmo trabalho, mesmas obrigações, mesmo trânsito, mesmas contas. Se amanhã é igual ontem, ele existe? É um real amanhã?
Mas então tem o hoje. Colorido, brilhante, possível, estranho, intenso. A ele chamam carnaval.
P.S: Consequências do carnaval não são o carnaval. ;)