18 de fev. de 2015

E tome ferro!

É estranho não estar, não se sentir doente, e estar tomando soro na veia junto com idosos e recém operados no posto de saúde. Nos exames a hemoglobina não está baixa, só os hematócritos. Se tivesse acesso fácil a mais médicos faria outras consultas antes de tomar o Combiron venoso. Se não fossem minhas olheiras e a barriga, além da receita médica, deveria passar por hipocondríaca. É bem tedioso ficar lá. Era pra ser meia hora, mas deve ser difícil calcular tão pontualmente a rapidez da passagem do soro, e acabei ficando de 45 minutos à uma hora no posto. Nestes dias estava sem internet no celular. No primeiro dia tinha mais funcionários para conversar, e por ter demorado mais que o esperado, ganhei também a companhia do maridão por uns minutos. A segunda dose tive de tomar na segunda de carnaval. Posto em sistema de plantão, quase vazio. Fiquei sozinha por um tempo, apanhando do Candy Crush Soda Saga, que me deixa várias rodadas na mesma fase (eita falta de talento para jogos!). Às vezes passava um funcionário pela sala, me olhava com aquela cara entre pena e incentivo, e eu devia responder com cara de dúvida e enfado, mentalmente falando: Não estou doente, não precisa ter pena ou demonstrar empatia, mas obrigada. Ainda estão prescritas mais três aplicações. E tome ferro!

Glub, glub

Enfim encontrado um maiô para grávidas. Na cidade não encontrei. Ia apelar para um maiô grande, mesmo com medo dele não caber mais depois de um tempo, ou desgastar muito rapidamente na barriga . Mas a loja de esportes não deixava experimentar maiô, mesmo com roupa de baixo. Perdeu a cliente. E tive de apelar novamente para a loja especializada e cara na capital. O maiô até foi um bom preço, ufa, posso tomar um banho de rio novamente. Não conseguia usar nem mesmo as partes de baixo dos biquínis (as partes de cima já tinham sido perdidas depois do aumento de 4 números no sutiã). Talvez seja mania minha, aumentada pelo incômodo no quadril que vinha sentindo, mas roupas apertadas nunca me agradaram.
Agora também pude voltar à natação, voltar ao meio aquático. Estar em um ambiente parecido ao do bebê na barriga. Ele deve achar bom. Se puder e tiver condições quero que ele nade desde bebê.

Cadê o umbigo que estava aqui

Ainda sobre as transformações no corpo, muito mais sentidas a partir do segundo trimestre. O corpo já está me treinando a brincar de esconder, brincadeira das preferidas dos bebês. Já não vejo o umbigo sem me contorcer e esticar um pouco a pele da barriga. Coluna ereta e olhando para baixo também já não vejo os pés. Depilar agora é uma questão de tato.
Muito cuidado ao abaixar e levantar.Lições do balé da infância tem de ser lembradas nestas horas. Descer e subir de coluna ereta, pé firme no chão. Desta vez não é a professora reclamando, é a pontada no baixo ventre. Para dormir estava experimentando incômodo no quadril. Descobri de tratar da dor pélvica, que pode se irradiar para as nádegas e é bem comum também. Culpa do peso extra na bacia. O meu caso nem poderia chamar de dor, era uma dormência e formigamento. Foi resolvido dando um apoio à barriga, que já chamamos de colchão do Caio, pois é uma pequena e fina almofada bem embaixo da barriga quando durmo de lado. Preciosas dicas da internet.

13 de fev. de 2015

Tum, tum

Estava triste mesmo. Escrevi como se fosse por besteira, disfarcei. Na verdade o fato de não estar com a saúde como deveria me deixa triste por pensar que não estou conseguindo cuidar do bebê na barriga. Mas tentei falar de forma leve, não queria deixar mais árduo o peso. Tristeza também por não estar conseguindo deixar o peso mais brando e não conseguir ficar sem me preocupar. Triste por estas situações de espera onde não se pode fazer muito além de ter paciência. E tenho a péssima tendência de parar quando entristeço. Nada produtivo.
Mas uma outra situação de espera me fez feliz. Pela primeira vez senti o toque do Caio depois de eu chamar. Oi Caio, você está aí? Tum tum na barriga. Que emocionante. O Caio já é um ser que me faz feliz só por existir. Digo ser e não pessoa, pois tem também o Zinga e a Belinha nesta lista. Tem a família, os amigos, e Luís, o papai. Que além de tudo me deu este presente que eu carrego. E pensei. Como posso estar triste com tantos presentes, com tanto que recebo. Obrigada Caio, você me fez feliz por conversar comigo hoje.
Isto me fez pensar na frase do Pequeno Príncipe, ops, da Raposa: "Te tornas eternamente responsável por aquilo que cativas." Se já cativamos a família ao nascer, já nascemos então com responsabilidade sobre ela. Nunca tinha visto por este ângulo. Parece pesado imputar esta responsabilidade à um bebê. Ele não fez nada para cativar, cativou por existir. (Mas não são estes os sentimentos mais sinceros? Que surgem naturalmente?) Um dia a criança aprende que esta é a melhor responsabilidade do mundo, mas é para poucos. Espero que ele consiga ser mais responsável que eu.
Depois da conversa com o Caio tudo ficou mais leve mesmo. Tudo vai dar certo, eu ouvi. Estou feliz por você existir, respondi.


11 de fev. de 2015

Ota fumiga triste

Precipitada é pouco. Fui ainda pensando que ia receber elogios pela glicose baixa. Nada. Nem notou. Só viu as coisas ruins. Acho que não era um bom dia para o médico. Ferro muito baixo. Não se dá bem com vitaminas? Vai tomar na veia. Começo de infecção urinária. Não sente nada? Ainda bem que fizemos exame. Remédio e novo exame em 7 dias. Vou adotar medidas indicadas por uma mamãe experiente, de comer mais couve e feijão. Só não vou conseguir mesmo comer bucho.

6 de fev. de 2015

Ota fumiga!

Oba, sem me precipitar, já precipitada, vou comemorar os novos exames de sangue e urina antes de mostrar pro médico. Glicose que no começo da gravidez tinha dado 103 agora deu 83, sendo o normal considerado de 70 a 100. Iupii, vou voltar com algumas gulodices sem culpa. Chocolate e sorvete basicamente. Agora sou mais consciente, sou "ota fumiga"! Nada mais de refrigerantes, balas e chicletes quase todo dia.

5 de fev. de 2015

Primeira conversa com papai

Esta postagem do dia 05 vai para ele, aqui chamado de "o pai" ou "o marido". Acredito que quase todos os leitores deste blog, porém, o conheçam por Vanderlei, Vavá, ou até Luis, segundo nome nunca usado por ele, adotado por mim e até usado na aliança.
Hoje completamos 05 anos de namoro. Eu sei, ele não disfarça, esta data para ele é bem mais importante que o casamento. Foi onde tudo começou e nossa vida mudou pra sempre.
Queria então postar uma singela homenagem ao futuro papai, todos os dias conversando e fazendo carinho no Caio (na sua provável localização dentro da barriga), babando bastante pelo filho. Este papai ficou todo bobo quando sentiu os chutes do filhote se alongando pela primeira vez. Para um descendente de italianos, só é conversa de verdade quando se conversa com gestos! Então esta foi a primeira interação dos dois.
Hoje, coincidentemente, será homenageado mais uma vez pelos seus alunos em uma formatura. Homenagem muito justa, e imagino, se repetirá ainda em muitas ocasiões.
Parabéns por todo seu amor, dedicação e carinho. Por todos e por tudo. Parabéns por ter se tornado quem é. Com certeza Caio terá muito orgulho deste papai brincalhão, inteligente e divertido. Que saberá passar disciplina sem violência, mostrar o amor sem preconceitos e com respeito. Mostrar o mundo com todo o encantamento que você ainda vê nele, por mais pessimista que "finja" ser.
Só posso me considerar com muita sorte desde o dia 05 de fevereiro de 2010. Obrigado por tudo futuro papai, nós te amamos muito.

3 de fev. de 2015

A primeira foto do barrigão, ou As incríveis roupas que encolhem!


Bom, não é exatamente minha primeira foto desde que engravidei, mas conforme dito em post anterior, estava me achando muito inchada e com peitos desproporcionais ao resto do corpo. A barriga também até uns 3 meses e meio ainda não tinha forma de gravidez para ficar bonita na foto. Até fiz feio, pedindo à uma amiga para postar fotos do natal em que eu aparecia, e quando ela postou não publiquei porque só se via peitos apertados!
Agora sim, de lado, com vestido dos poucos que ainda servem.
Mesmo antes de aparecer, e mesmo tendo engordado até então menos de 3 quilos, a gravidez já tinha me feito perder todas as bermudas, sutiãs e calças, deixando 3 ou 4 vestidos, uma saia longa e algumas blusas de lycra ou mais folgadas. Mas isto está sendo solucionado com tops e algumas roupas de grávida compradas a peso de ouro em loja especializada. Agora próxima visita será aos grandes magazines que tem departamentos especializados em roupas para futuras mamães. Vai começar o garimpo!
Esta foto vai especialmente para os amigos curiosos sem face.

28 de jan. de 2015

Sessão gulodices em: Os incríveis chocolates que encolhem


Fazendo uma pausa no diário do Caio, vamos voltar um pouco a um tema antes recorrente no blog: gulodices. Não se trata de desejos de grávida, até podia forçar a conexão, mas o caso é que sou uma grávida sem grandes desejos esdrúxulos. No começo na verdade, só de pensar em doces ficava meio enjoada, ainda bem, porque a glicose estava alta (estou aguardando o resultado de um segundo exame de glicose - cruzando dedos).
Eu tinha mesmo era vontade de comer coisas saudáveis: frutas, saladas, carnes leves. Estou até hoje querendo uma salada com rúcula, há meses não encontrada na cidade. Mas não chega a ser um desejo destes de acordar de madrugada e mandar marido buscar. Era só o corpo conversando comigo. Se a gente parar para ouvir, ele sempre pede o que faz bem. Para o corpo ou para o humor.
Mas passados os enjoos maiores do primeiro trimestre, comecei a comer um pouco mais de doce. Tendo cortado refrigerante, chicletes, balas, e quase todos os doces por um tempo, pensei que talvez minha glicose já estivesse normalizada. Aí apareceu em casa um Crunch, um dos meus chocolates Nestlé favoritos. Não pude deixar de notar o detalhe do peso. Pera aí, estes chocolates eram de 200 gramas! Lembro de comprar nas lojas Americanas por dois ou três reais cada barra. Depois elas viraram 180 gramas, 160, e agora 140! O preço, em compensação passou de dois para três, quatro, cinco e até seis reais. Isto é uma redução de 30% no tamanho, com aumento de mais de 50% no preço. Aposto que se for reclamar os fabricante virão com papo de vida saudável, diminuir obesidade, ajudar a baixar índice de diabéticos, como se todos os consumidores fossem egoístas e comprassem barras só para si. Ou ainda, se a família diminuiu de uma média de cinco para três pessoas, tem menos gente pra dividir!
O fato é que chocolates das grandes indústrias tem ficado cada vez piores na qualidade (com poucas exceções, entre elas o Crunch) e maiores no preço, tanto que chocolates artesanais às vezes valem mais a pena pelo benefício e qualidade. Ao menos eles não encolhem tão rápido!

27 de jan. de 2015

Parabéns²

Outro dia estávamos numa conversa sobre a quantidade de Parabéns recebidos pela gestação. Nem quando passei no vestibular ou me formei recebi tantos parabéns. Pensamos, e se não quiséssemos? Seria no mínimo inadequado congratulações. Mas isto não pode, nem passa pela cabeça convencional isto não ser um sonho, uma bênção, tanto faz a hora ou o preparo dos pais.Claro, não era este o caso, e quem convive conosco pelo visto acredita estarmos preparados, ao menos sabem que devíamos estar, pela idade e formação (glup!), mas mais que isso, sabem o quanto adoramos crianças. Mas é engraçado receber tantos parabéns se a criança ainda nem nasceu. E é um processo cíclico. Parabéns porque estou grávida, parabéns pro papai, parabéns pra mamãe, parabéns porque é um menino. Mas, quem já deu parabéns pela gravidez, qual o sentido de dar parabéns pela descoberta do sexo?
Nesta parte aparece o machismo nosso de cada dia, e ouvimos "é um varão"(o papai ouviu, ainda bem que não fui eu). Se fosse menina também ouviríamos parabéns do médico e colegas outra vez? E se fosse menina alguém diria, opa, um "capô de fusca", olha, um "pombão", ou outros adjetivos usados para vangloriar o sexo da criança? Porque estes últimos são de mau gosto, e o primeiro não? Me recuso a chegar na conclusão de que ser fêmea é um demérito, ainda. Mas não conheço um adjetivo para a primeira filha.
Talvez um pouco fora da curva, os dois queriam uma menina, mas os dois sentiram que era menino vendo o primeiro ultrassom, mesmo sem poder ver muita forma no embrião além da cabeça e tronco. E ficamos felizes da mesma forma, até paramos de falar que queríamos menina...Pss, o Caio pode ouvir e se sentir menos amado! E se ele quiser pode trocar de sexo depois, pode se vestir como menina, pode gostar de meninos, de meninas ou dos dois, só não pode maltratar nenhum dos dois, só não pode ser machista, isto para mim seria vergonha.
P.S: Se quem chamou ou chama primeiros filhos de "varão" estiver lendo isto, não se sinta ofendido. À vezes repetimos coisas e nem paramos para pensar no significado. Se você leu e pensou, sem me xingar, já me sinto feliz.

26 de jan. de 2015

A escolha do nome

A escolha é motivo de grande curiosidade por parte dos parentes e amigos, mesmo antes de se saber o sexo do bebê. Sempre dizíamos que íamos pensar nisso só depois de saber. Claro, para que fazer uma lista se depois ela terá de ser diminuída pela metade? E logo depois de noticiarmos a descoberta, já tinha gente também querendo um nome instantâneo. Gente, deve vir muita coisa bordada com este nome.(Há, brincadeira amiguinhos.)
Não foi instantâneo, mas foi uma das escolhas mais rápidas que eu já tive notícia. Um dia depois de sabermos, a internet em casa estava funcionando bem, e já fui pesquisar nomes de meninos e significados. Não gostei das sugestões do pai, eram nomes muito comuns e bíblicos. Vi a lista dos nomes mais escolhidos no ano passado, e estavam todos no top 10. Mamãe chata não quer nome muito comum para o filhote.
Passei por alguns outros nomes com significados ligados ao Deus católico ou a guerreiros, e por este motivo foram descartados.
Até passar por um nome bonito, curto, e que significava alegria, felicidade! Agora só restava fazer a numerologia online. Surpresa, coincidência ou destino, a numerologia resultou numa personalidade que tinha muito do pai e da mãe. Uma misturinha boa, como sempre sonhamos para a personalidade e aparência do filho. (Bem que ele podia puxar os olhos do pai).Ele estava entre os 50 nomes mais escolhidos, mas até aí tudo bem, ter alguns xarás, o chato é conhecer uns 20 ou 30 com o mesmo nome, eu ia achar. Tem gente que não se incomoda.
Caio Soares Severgnini foi bem aceito na sociedade (rs). Eu queria ainda deixar uma brecha para outra escolha, talvez se encontre outro com significado também bonito, talvez alguém para homenagear. Mas o tempo foi passando e o nome foi tomando força e forma, assim como o bebê.
A barriga, antes quase imperceptível, cresce muito perto dos 4 meses, e cresce a imagem da criança para a gente, se sentindo necessário que ela tenha um nome para ser chamada, mesmo na vida uterina.

Ultrassom nervoso, ultrassom ansioso


O segundo ultrassom vem com certo nervosismo. Tem nome enrolado, translucência nucal, que mede a nuca do feto. Por este exame se detecta o risco de anomalias cromossômicas, por exemplo a síndrome de Down. Quase sempre é considerado normal. Depois de ouvir que está tudo estatisticamente normal, vale curtir as imagens. O bebê já se movimenta bastante, e se identifica rosto, pés, mãos. Eu aqui já vi até as mãos longas da família Soares e o meu nariz comprido. Acho que só eu vejo.

O terceiro o médico indicou após perguntar o nível de ansiedade para descobrir o sexo do bebê. Informei que a curiosidade era mais dos parentes que nossa propriamente. O ultrassom foi marcado para dali algumas semanas. Este, ufa, não é mais transvaginal, mas externo. Uma vista geral, batimentos cardíacos, tamanho da cabeça, e uma vista de baixo para procurar o "bigolim". Achou!
Olha aí na foto o menino dando tchau. Eu vejo um tchau :D

23 de jan. de 2015

Vitamina é sempre bom?

Toda grávida moderna (não sei quando isto começou, mas nossas avós e talvez nem nossas mães deviam tomar) tem vitaminas prescritas pelo médico.
No começo é o ácido fólico, que previne má formação. Depois passa para ácido fólico e ferro, pois para se formar o bebê toma muito do ferro, diminuindo drasticamente os índices mesmo das mães saudáveis. Pelo que eu entendi, anemia é quase regra.
Com o ácido fólico tudo bem, nunca vi ninguém reclamar, também não tive problemas. Tomei também vitamina C, para evitar mais gripes devido à baixa imunidade, sem reações. Mas quando passei para o tal complexo vitamínico, aí complicou. O primeiro complexo tinha todas as vitaminas B junto com o ácido fólico. Era só um comprimido por dia, mas depois de duas semanas, não saí mais do banheiro. Culpei a água mineral de garrafão, as comidas de fim de ano, mas na verdade era o prescrito pelo médico que me fazia mal. Parei, melhorei.
Médico passou outro, sem vitaminas B, agora só ferro e ácido fólico. Já percebi que a azia é quase instantânea depois de tomar. Isto que é um dia sim, outro não.Já vi outra grávida reclamando dos efeitos colaterais também. Claro,se alguma grávida ler isto não estou aconselhando a cessar o tratamento, ainda mais se não tem reações. Mas parei pra refletir se vitamina é mesmo sempre bom e para todos.
Na mesma época vi uma entrevista justamente falando sobre isto, mas os médicos parecem unânimes sobre a necessidade dos suplementos na gravidez, ao menos do ácido fólico e ferro. E aí volto lá para as nossas mães e avós. Se eram saudáveis, bem alimentadas, mesmo sem vitaminas em cápsulas geraram bebês saudáveis e tinham gestações tranquilas (algumas tinham 15 gestações até ou mais). Porque elas não precisavam? Será que todas precisam? O mal estar compensa o efeito da vitamina? Quantos complexos terei de testar até me adaptar a algum?

22 de jan. de 2015

O lado B dos sintomas

No começo fiquei bem apreensiva, porque li alguns sites sobre o assunto e nenhum tinha cólica nos sintomas comuns de gravidez. Numa segunda pesquisa encontrei em alguns sites, entre eles o Baby Center. Faço propaganda de graça, pois não só o site, mas o aplicativo para Android são os mais completos que encontrei. Outros sintomas que só encontrei no aplicativo ou em segundas pesquisas foram sangramento nasal, prisão de ventre, tonturas e até mesmo certa tendência à ficar mais atrapalhada, este decorrente dos hormônios! Dizem que a velhice é uma segunda adolescência, mas pelo jeito para algumas mulheres tem um leve adolescer na gravidez. A super sensibilidade também é um sintoma em comum.

20 de jan. de 2015

Minha primeira fila preferencial

Estava com pouco mais de 3 meses. Muitos não viam barriga ainda, principalmente os que não me conheceram sem. Tomei coragem, fui de vestido e peguei a senha preferencial "Porque tenho bebê" ainda falei, apontando pra barriga. Sentei e levantei, já era meu número! Mal acreditei, olhei de novo o papel, estava certo. Ninguém reclamou. Aí sim eu curti!

Peitos, pra que te quero

Também tem grávida que gosta muito de como ficam os peitos, grandes e empinados. Uau, quem não gostaria. A enjoadinha aqui, claro. Já tinha peitos o suficiente, obrigada. Já saltei do sutiã 44 para o 48. Estou com 4 meses. Todas dizem que vai crescer mais, e eu me assusto. E penso: não adianta então comprar sutiãs, pois não sei quanto tempo poderei usar! Comprei um 46, um 48...acho que vai ser assim. E top de ginástica, do M ao G e agora no GG. Os amigos pedem fotos, mas nas fotos que me vejo me acho muito desproporcional. Rosto pequeno, braços magros e peitos que chegam na frente!
Ainda bem que não estão tão doloridos. Aguardem fotos só de perfil.

Entendendo o "curtir"

Nos comentários no Facebook do último texto entendi um pouco mais o que alguns querem dizer com o "curtir" a gravidez. Vi que algumas grávidas se sentiram o centro das atenções, com mimos da família, e esta atenção é o que elas curtem. Talvez por não ter mais meus pais ou por não ser o primeiro neto na família do pai nem primo da geração dele, não sinto este mimo exagerado e fora do comum. O marido ficou mais atencioso, mas também cobra mais para que eu me cuide. Os amigos perguntam mais como eu estou, mas o "mimo" termina aí. Ah, tem gente que não sente nada de enjoo também, então fica só com a atenção. Ah, entendi :D

15 de jan. de 2015

Mamãe?


Desespero! Tenho mais de 30 anos e sou casada, mas não fiz muito nem viajei a metade do que queria. Nunca fui das futuras mamães sonhadoras, sonhando com maternidade desde a infância. Quando casei já tinha mais de 30, e a maternidade era sempre adiada ou descartada, quando pensada vinha mais na ideia de adoção. Boa parte disto pelo despreparo (e alguém pode se dizer preparada?) e noção do tamanho da responsabilidade. Quem pensa muito não tem filho, diriam os antigos. E eu pensava muito.
Nada de emoção ao primeiro momento. A descoberta veio mesmo com desespero, choro convulsivo de pavor. Imagina se fosse uma adolescente. Tem gente muito mais corajosa que eu neste mundo. O marido é o homem mais amado do mundo e já me acalmou. Ficou doido de feliz. Já queria contar pro mundo todo depois do teste de farmácia. Eu preferi fazer o teste de sangue e avisar a família primeiro. Depois vieram avisos na internet gerais. Assim também os parentes podem sentir que são importantes pra gente.
Mas toda grávida sabe que está, ouvimos. É, não sei não. As grávidas medrosas ficam pensando que talvez não. Talvez esteja nos 0,5% de erro do teste de farmácia. Os sintomas já tinha, mas eram mais parecidos com TPM. Muita cólica, dor e inchaço nos seios. E então eu sempre achava "Hoje vem". E não vinha. Azia eu já sentia antes, portanto, não computei como sintoma. Dor de cabeça também sentia na TPM. Parece psicológico, mas o enjoo cresceu depois do resultado.
Aí de novo eu ouvia, curta a gravidez! Curtir o que? A azia, o enjoo ou a dor no seio? Oi? Pera, devo ser muita fria, ou este pessoal deve ser muito falso. Desconfio que estas frases são feitas por homens. Depois do primeiro trimestre deve ser melhor, você já pode sentir o bebê se mexer, já pode planejar a vinda, etc. Mas o começo, por favor, me escrevam meninas que conseguiram curtir o mal estar, só sendo muito fissurada em ser mãe mesmo, para estas talvez tudo isto pareça curtição.
Tentamos encarar como o natural que é, sem grandes expectativas, tentando não achar que meu filho salvará o mundo, apesar de nosso mundo mudar pra sempre.
Ver o ultrassom é algo para se curtir. Ainda mais por no nosso primeiro ele já estar com formas de bebê, se movendo, de coração acelerado. Ficamos muito, muito felizes em ver nosso filho pela primeira vez.E é muito legal pesquisar e saber o tempo em que cada órgão se forma, o quanto ele vai crescendo. O tempo passa devagar nos primeiros meses. Você nem tinha certeza da existência da criança, e quando descobre quer que cresça logo. Mas as semanas passam lentas, só para provocar.
Na foto nosso primeiro ultrassom, com 8,5 semanas.

31 de mai. de 2014

O nóis aqui traveiz. Ou ainda

Que bom, não se perde a conta do Blog após três anos. Não é como um chip de celular pré pago das sofríveis operadoras no Brasil. Então parei de escrever mas não parei de ler, ufa! E estando no Amazonas me foi apresentado um grande escritor, que já é famoso por ter escrito Mad Maria e Galvez, Imperador do Acre. Me emprestaram outro livro (Valeu Sandra!), não tão famoso, mas tão bom que me fez adquirir outros do mesmo autor, e assim venho fazendo sempre que acho um livro do Márcio Souza. Eis que começando a ler O Fim do Terceiro Mundo, o genial Márcio Souza me dá a desculpa perfeita por ter parado de escrever desde que moro no Amazonas! Para algum leitor que lembra que eu tinha um blog, segue o trecho: "Mas deve existir algo decididamente elusivo no ato de viver em Manaus. É quase como submeter-se a constantes doses de drogas depressoras, há uma irrealidade provavelmente ativada pela alta temperatura, que compele a imaginação a adormecer, a se transformar em relâmpagos de lucidez, em fugazes espasmos que vão esmaecendo nos labirintos do isolamento tropical, uma navegação aquática que convida ao esquecimento; nada parece real, a miséria funde-se com a simplicidade, as cores berrantes com a opacidade das pessoas, a calmaria dos gestos com a turbulência da consciência que se afoga, mas tudo em subtons, como uma melodia plangente inspirada em árvores submersas. E eu já não perguntava mais o que estava fazendo ali, porque as perguntas eram impossíveis em Manaus." página 28. Claro que se lembrarmos que isto veio de um escritor de vários livros, não serviria de desculpa. Mas é que ele é nativo, conseguiu superar. Pra estrangeiros pode demorar um pouco mais! (Três anos?!!!;) Na foto um céu com arco-íris, bem comum por aqui. Mas bem pesado de nuvens.

19 de fev. de 2011

Manaus, primeiras impressões



A primeira impressão de Manaus é ótima, os funcionários que auxiliam a famosa fila para táxi no aeroporto foram prestativos e simpáticos, e as avenidas que se passa logo no começo da cidade são amplas, com muitas árvores ao redor, com iluminação verde que deixa a mata ainda mais deslumbrante à noite.
A cidade é uma metrópole, 2,7 milhões de habitantes, e é cruzada por grandes avenidas, das quais conhecemos apenas uma parte. Se pode trafegar com vidros abertos e até mesmo conversar com os vendedores de frutas dos sinais, que fazem de tudo para que você leve pamonha, pupunha, maracujá, abacaxi...o que deixa o engarrafamento das horas de rush (inevitável em qualquer metrópole brasileira) bem menos enfadonho.
O Shopping Manauara é um dos mais bonitos que já vimos, com um espaço ao ar livre com árvores regionais e uma grande janela de vidro para que as árvores sejam vistas em todos os andares.
Outra coisa que nos chamou a atenção foi a quantidade de guaranás no supermercado, provamos até agora o Tuchaua e o Baré. O Tuchaua é uma refrigerante doce e sem graça como tantas outras tubaínas. O Baré por sua vez é realmente de guaraná, muito saboroso. Os valores são os mesmos dos outros refrigerantes.
A chuva até vem todo dia, mas não no mesmo horário e com intensidades e tempo de chuva bem diferentes. Hoje estamos presenciando a maior chuva desde que chegamos (parece tanto tempo mas foi aos 30 minutos de sexta).
Então vou ali curtir o barulhinho bom de chuva, e os tantos raios e trovões. (Amazonas é o estado com maior intensidade deles).