19 de abr. de 2010

Menos uma desculpa para mal humor



Sou uma pessoa mais feliz, não preciso mais de muletas visuais. Testado e aprovado pós operatório médico, visão 100%. Agora dias de dor de cabeça, mal humor e pele oleosa por causa dos óculos (sim, o contato sempre com algum objeto no rosto e estar sempre mexendo nele aumenta a oleosidade, ou ao menos a sensação de) foram embora, e foram também estas desculpas para o mal humor.
Foram pro lixo as comunidades do Mr. Magoo e "Eu vejo tudo enquadrado". Foi-se minha desculpa da miopia para não cumprimentar pessoas. Agora podem saber que a razão será somente a falta de memória. Vou lembrar da pessoa mas não do nome, e por vergonha talvez não cumprimente. Não estou mais enquadrada na música dos Paralamas, "Eu uso óculos", e agora as pessoas também não terão mais a desculpa do meu fundo de garrafa alterando o rosto para não me reconhecerem. As meninas do Leblon agora olharão para mim, não que isso faça diferença, até porque nunca fui ao Leblon.
Não tenho mais uma música para mim feita pelo Roberto Carlos, "O charme dos seus óculos" já que agora o charme de minha intelectualidade terá de ser descoberto com conversa e não mais "advinhado" pelos óculos. O que para mim é ótimo, não só porque adoro conversar, mas também porque esta música está entre as piores já feitas pelo dito Rei.
Ou seja, se perdi algo foi quando eu era míope, e agora se não acho é porque não quero. O único charme do óculos é pra quem tem aquele meio grau e usa aquele levinho, fininho e barato. 5,5 Adeus!

18 de abr. de 2010

Leituras fantásticas



Essa é uma ideia antiga de conteúdo para o blog, ou até mesmo para um blog alternativo sobre literatura fantástica, minha preferida. Inicialmente não quero fazer resenha de livros, mas apenas instigar novos leitores, citar alguns trechos interessantes, e talvez também "filosofar" um pouco sobre a história e tecer comparações com outros livros, autores, filmes e outra coisa que dê na telha.
Na lista de livros lidos desta categoria fantástica, obviamente já estava Alice no País das Maravilhas.
A notícia de uma nova adaptação para o cinema do livro, me fez lembrar que ainda não tinha lido a segunda aventura de Alice, Alice no País do Espelho. Aproveitei então um crédito de presente para adquirir o livro, que não se trata de uma continuação do primeiro, mas uma aventura totalmente diferente, com outros personagens e outras paisagens.
Lewis Carrol continua com sua forma leve e rápida de escrever, Alice continua muito esperta, quer dizer, mais esperta, depois de ter passado por tanta coisa já no primeiro livro.
Mas o que me levou a escrever este post foi um trecho do livro que fala sobre criação, vinda do Cavaleiro Branco, que muito lembrou-me Dom Quixote, e cuja ilustração é reproduzida na capa do livro (re-reproduzida aqui =). Após uma luta muito bizarra com o Cavaleiro Vermelho, e uma cavalgada com caídas e subidas constantes ao cavalo, o Cavaleiro Branco surpreende Alice quando cai em uma vala funda e continua o diálogo:
"-E que importância tem o lugar em que meu corpo se encontra? - perguntou. - Minha mente continua a funcionar do mesmo jeito. Na verdade, quanto mais de cabeça para baixo fico, mais facilidade tenho para inventar coisas novas." (pg 152 da versão pocket). Ótima definição da criatividade fantástica, explica talvez a criação dos mundos absurdos e oníricos de Orwell, Poe, Lovecraft, Stevenson...
Nietzsche, em O Crepúsculo dos Ídolos,filosofa (e poetiza) sobre criação, dizendo que esta se dá sempre em estados alterados da consciência, incluindo uso de drogas, amor, raiva, tristeza. No caso do Cavaleiro, a alteração parece ter sido da gravidade! Com certeza tal senhor via o mundo de cabeça pra baixo.
Semana que vem quero ir ao cinema. Vou perguntar se tem poltrona adaptada para ficar de cabeça pra baixo e ver Alice.

Coisas Ridículas e o Falar Fofucho




Todas as cartas de amor são
Ridículas.
Não seriam cartas de amor se não fossem
Ridículas.

Também escrevi em meu tempo cartas de amor,
Como as outras,
Ridículas.

As cartas de amor, se há amor,
Têm de ser
Ridículas.

Mas, afinal,
Só as criaturas que nunca escreveram
Cartas de amor
É que são
Ridículas.

Quem me dera no tempo em que escrevia
Sem dar por isso
Cartas de amor
Ridículas.

A verdade é que hoje
As minhas memórias
Dessas cartas de amor
É que são
Ridículas.

(Todas as palavras esdrúxulas,
Como os sentimentos esdrúxulos,
São naturalmente
Ridículas.)

Álvaro de Campos, 21-10-1935

Quantas coisas ridículas fazem os apaixonados. Ridículas não só as cartas, mas tantas facetas do comportamento dos enamorados. Ligar só para dizer que tem saudade, ou para dar um oi, falar repetidamente as mesmas coisas, inclusive várias vezes por dia "eu te amo", "te adoro".
E a mais ridiculamente infantil, que é falar com o namorado como se fala com um bebê. Tchi tchi tá bem? Nhóoo morzinho e coisas melosas mais. E por que não? A infantilidade em alguns momentos não tira a seriedade de uma relação inteira, não impede papos sérios. A melosidade de certas frases não exclui a possibilidade de outras conversas, mais "calientes". Concordo que durante o sexo, ou amor, ou transa, como queiram, falar de forma infantil pode ser realmente broxante. Mas esta vontade de falar fofucho não combina com o clima de uma relação sexual, e não imagino um casal que fale axim durante o sexo.
Seriedade com pessoas próximas é burocratizar as relações. Assim como namorados brincam um com o outro, também podem ser meigos, fofos e ridículos um com o outro. Alguns podem até concordar com isso, mas se envergonham do falar fofucho perto de outros. Besteira. A maioria das pessoas que rirá será provavelmente do grupo dos invejosos, solitários, ou até mesmo acompanhados, que não podem falar assim com seu parceiro, mortos de vontade de ter um moreco para chamar de seu. E que fiquem com seus relacionamentos burocráticos, secos, e mais ridículos que todas as cartas e palavras de amor já feitas.

12 de jan. de 2010

como eu me sinto com esse blog



O Laerte me entende...

11 de jan. de 2010

No Cume

Composição: Desconhecido

No alto daquele Cume
Plantei uma roseira
O vento no Cume bate
A rosa no Cume cheira

Quando vem a chuva fina
Salpicos no Cume caem
Formigas no Cume entram
Abelhas do Cume saem

Quando cai a Chuva grossa
A água do Cume desce
O barro do Cume escorre
o mato no Cume cresce

Então quando cessa a chuva
No Cume volta a alegria
Pois torna a brilhar de novo
O sol que no Cume ardia

Para não dizer que eu só posto o que escrevo, eis um grande poema, inspiração trocadilhesca das mais engraçadas. Conheço desde pequena, e agora fui saber que o Falcão fez um forrozinho muito do sem vergonha com a letra. Casamento perfeito!

Mandinga da namorada

cue café com fé
cueca café fará
café cueca
cuca cucafé e chá

20 de nov. de 2009

O trem para o inferno



Não, não é o filme do Charles Bronson (que eu nem sabia que existia antes de pesquisar uma imagem para este post).
Agora, vendo TV vi uma nova criação dos criativos de eventos, o Trem do Funk. Imaginei aquele calor do Rio, um lugar lotado,balançando, desconfortável, velho. Muita gente feia se acotovelando para aparecer mais que o outro na câmera da Globo. E funk no último volume. Este é o trem para o inferno. E quando chegar lá deve estar passando Faustão. Sem ventilador na sala.

17 de nov. de 2009

Aula semestral sobre fio dental



É assim que eu vejo o dentista. Para quem tem grandes problemas bucais que demandam cirurgias, aparelhos, extração de dentes, e outras práticas de tortura moderna, pode parecer que esta reclamação é chorar de barriga cheia. Mas para quem tem grandes problemas bucais reais, ao menos o dentista se foca nos problemas e na correção. Se seu problema é genético e não há como evitar ter dentes tortos, o dentista corrige e ficam todos felizes (depois das sessões de tortura,claro). Mas se você não tem nenhum grande problema além de uma cárie, um tártaro acumulado, e uma gengivitezinha, então você vai passar pela humilhação moral de a cada consulta ser lembrado, mesmo no limiar de completar trinta primaveras, de como escovar os dentes e como passar o fio dental. E aquele espelhinho vagabundo de puta pobre na sua cara para você ver como a limpeza da dentista com broca eletrônica e extrator de metal ficou melhor do que a sua com escovinha macia e fio dental de nylon.

Crédito da imagem: http://www.ltscotland.org.uk/earlyyears/resources/illustrations/people/dentist.asp

15 de nov. de 2009

Listagem

Listar.
Interessante ver algo que também sempre me pareceu besta como listas virar exposição no Louvre com curadoria do Eco. Eu nunca gostei de listar músicas preferidas, nem listas de coisas mais legais do ano, lista de filmes mais vistos, paradas de sucesso. Mas confesso que sem uma lista de compras esqueço muitas coisas e se tenho mais de três coisas a fazer uma lista sempre vai bem.
Quanto à opinião de Eco, achar que o Google pode ser ruim para jovem, ele deveria ter classificado - para jovem sem cultura do livro. Eu não gosto de me ver enquadrada em uma lista de pessoas que acredita em tudo que lê na internet. Talvez porque para Eco eu também já não me enquadre na lista de pessoas jovens. Para Eco e para os jovens!
Sendo assim, a lista se afigurando como um fato da sociedade complexa, vou então tirar do mofo do esquecimento esta forma pontual e resumida de conteúdo e exercitar a feitura de listas. Segue listas de listas que tenho de fazer:
1.Preciso listar tudo que não posso misturar com cerveja, isso valendo não só para as óbvias bebidas destiladas mas também para comidas.
2.Listar coisas a fazer caso o final do domingo seja chuvoso e sem namorado. Ou até mesmo ensolarado, mas sem grana e/ou disposição (de qualquer forma, sem grana não adianta ter disposição)Dormir deve estar fora da lista, para evitar noite mal dormida e começo de semana mal humorado.
3. Listar pessoas para ligar que sempre esqueço.
4. Listar aniversários de familiares porque eles não estão no orkut.
5.Listar estórias interessantes para contar em roda.
6.Listar vantagens de economizar e deixar na carteira.
7.Listar livros que eu quero ler e filmes que quero ver (isso eu já fiz uma época)
8.Parar de listar presentes que quero ganhar, é um hábito muito frustrante.
9.Listar um número máximo de ítens para listas
10.Listar os motivos que me fizeram não gostar de lista até agora, que devem ser fracos, para uma simples entrevista ter feito eu mudar de idéia. (já me arrependendo volto a lembrar que as piores listas são as mais clichês, com 10 ítens).

31 de out. de 2009

Tão simples como o divertimento

http://www.thefuntheory.com/

Parecem aquelas idéias malucas que temos e que nunca nem cogitamos botar em prática. Agora é voltar à brincadeira do "E se..." para criar estas idéias.

17 de out. de 2009

uma Madonna em nossas vidas


Estava aqui em mais um fim de semana em casa por falta de grana, e vendo notícias na internet. (O que seria dos sem tv a cabo sem a internet?) Então vemos o Jesus, carinha meia estranha, corpo sem um pingo de gordura, mesada gorda da Madonna e super cachês para ser dj, algo que ninguém nem sabia que ele fazia antes dele conhecer a Madonna.
Então a gente vai trabalhar todo dia,vê o salário pequeno não render nem pra fazer festa. Aí a conclusão é que temos de voltar a malhar e tentar achar uma Madonna também.

11 de out. de 2009

feriadão

o melhor do feriadão são dois domingos
e um sem faustão

7 de out. de 2009

grandes dilemas nr. 2001


Sobre o projeto de lei do deputado Gabeira para regularizar os profissionais da prostituição, sou totalmente a favor, pois a profissão de vida nada fácil e considerada por muitos a mais antiga do mundo deveria ter seus direitos reconhecidos.
Apenas fico com algumas dúvidas. Por exemplo, se for instituído carga horária máxima e ginástica laboral nos intervalos, a ginástica seria o pompoarismo? Seria cobrada hora técnica ou por serviço concluído?
Lendo o texto do link acima: "Pela proposta, o pagamento pode ser cobrado se os serviços forem prestados ou se a pessoa "tiver permanecido disponível para os prestar". Outra pergunta me vem à mente, ou melhor, uma idéia de marketing! A profissional ou o profissional dos sexo poderia oferecer Viagra para que o serviço seja realmente prestado, tudo incluso no pacote!

Na foto a Rê Bordosa, que não era puta, mas tinha esse espírito libertário e gostava muito de sexo. Saudosa Rê.

4 de out. de 2009

Babando bebês



Está uma onda de bebês...vários amigos e conhecidos tendo filhos, ou engravidando. Ainda bem que nesta onda veio meu sobrinho e afilhado, este aí de cima imitando um coelho. E a titia madrinha fez este post por nada, só para mostrar porque está babando. E para agradecer ao papai e à mamãe dessa coisa braba e fofilda, que mesmo com tantos problemas resolveram que o Iuri viria ao mundo. Bem vindo Iuri!

3 de out. de 2009

Quem é o cantor?

Porque todo padre sempre canta nos cultos católicos? Se não cantam nas missas cantam nas procissões. Nada contra cantar, nem entrarei no mérito da qualidade do estilo de música. Mas se os padres cantam, e tem de cantar. E se os padres têm tanta preparação e tantos anos de internato, porquê nenhum canta bem? Não deve ter a disciplina canto no seminário. Mas claro, que sendo religião e se tratando de dogmas, e hierarquias, acredito que nenhum fiel tenha cara de pau ou "desrespeito" de sugerir aos padres uma aula de canto, ou até mesmo que peça alguém da paróquia para cantar por eles. E alguém de fora da igreja, será que pode ser ouvido? Ainda bem que procissão só passa algumas vezes ao ano por aqui.

1 de out. de 2009

Voltando às gulodices

Agora gulodices "caseiras", ou seja, para manezinhos, ilhéus e todo esse povo que mora por aqui.
O Padeiro de Sevilha já conhecia, todos que andam pelo centro conhecem, e o pessoal do mundo gourmet também, pois é uma padaria premiada em concursos e revistas especializadas.
Justamente por isso, por parecer modinha demais e cara demais, eu só tinha entrado uma vez, achei lotado e caro e nunca mais voltei. Mas agora eles implementaram um sistema novo de self-service, uma coisa bem simples e prática, ótimo para impacientes como eu. Sem filas.
Melhor surpresa: o sistema de cobrar por peso não é caro! Tem preço mais parecido com padaria do que com confeitaria. Porque tem muita padaria na cidade que só porque colocou umas mesinhas e fez uma torta cheia de chantilly já modela o preço por Chuvisco. Outra surpresa: o bom atendimento é daqueles que parecem naturais, os funcionários gostam de trabalhar ali, gostam de atender.
A parte da grande mesa e do pressuposto convívio entre pessoas ali não sei se funciona. Eu ando de ônibus todo dia com pessoas bem perto de mim e não é por isso que eu faço muitas amizades. E se tem um daqueles cookies, ou um brownie deles na minha frente, minha concentração vai toda para eles, me desculpem talvez-futuros-amigos,quem sabe se a gente se encontrar numa mesa de bar...
Nota: 9!

na margem do meio do canteiro central

no antihorário fuso das idéias,
contraluz
sentido oposto
saiu pra dentro

Os grandes dilemas da humanidade nr. vinte mil e 2 bolinhas

Em tempos de polêmica de humoristas e comentários racistas, me pergunto:

Porque toda piada boa é preconceituosa?
Se me perguntarem se sou preconceituosa já sei: somente pra fazer piada!

today i'm so girly



parece tpm mas não é, tem dias que a gente simplesmente fica de cara feia e acha tudo ruim, e meu cabelo tá ruim, e minha pele tá ruim, e eu odeio ter de usar óculos, que eu fico feia de óculos, e eu estou ficando velha e cansada, e dia de chuva e nublado deprimem. mas não são hormônios, e nem a chuva, e nem falta de chocolate
but i'm so girly today

12 de set. de 2009

Os grandes dilemas da humanidade nr. vinte mil e bolinhas

Porque cabeludos e drag queens jogam cabelo?
Pode ser libertador, mas dói a nuca!